quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Frases Fora de Contexto #5

"Todo mundo sabia que ele era melhor, mas ela ficou com raiva e deu pro outro."

- Comentário sobre dar um papel num curta para um ator ou o outro.





Frases Fora de Contexto #4

"Se você tá me dando é porque é ruim."


- Paulo* sobre um salgadinho que lhe foi oferecido.


*Nome fictício pra proteger o ingrato.


Frases Fora de Contexto #3

- Também não te dou mais! Pô, eu dou tudo tão solicita e você diz que é nojento?

- Indgnação de Amália* depois que seu amigo reclamou do chocolate que ela tinha comprado pra ele.

* Nome fictício pra proteger a esquisita.


Frases Fora de Contexto #2

- Põe aí!
- Por trás?
- É, né!

- Dois amigos falando sobre colocar o grafite na lapiseira.



Frases Fora de Contexto #1

"Você acha isso... Todo mundo acha isso antes de fazer... Eu era muito relutante no início, mas depois adorei e recomendo pra todos. Tô até pensando em fazer de novo aqui no Rio... Mas agora com um homem. Dizem que faz bastante diferença...!"
- Aline*, falando sobre fazer terapia.


*Nome fictício pra proteger a identidade da desligada.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

A vizinha da prima da minha amiga foi jogar The Sims

Durante jogos de Sims que a vizinha da prima da minha amiga jogava com o amigo dela a conversa se repetia:
— Coloca os Sims pra fazer oba-oba! — Ele perturbava toda hora.
— Não! Eles tão cansados. Tem um dia duro de trabalho amanhã! Quando eles chegarem do trabalho amanhã eles fazem isso. — Ela respondia.
— Você disse isso ontem, agora olha como tá a barrinha de diversão dos bichinhos! Daqui a pouco fica negativa!
— Não dá pra ficar negativa! Além do mais, eles tinham que ir pro trabalho e pra conseguir a promoção eles tinham que estudar e já não estudaram quase nada! Não podem perder tempo com oba-oba, videogame, TV ou essas coisas.

Aí ela deixou os Sims sem diversão por tanto tempo que eles pipocaram e morreram durante uma tentativa de fuga.

Eu me pergunto: o jeito que a pessoa controla os próprios Sims reflete o jeito que ela controla a própria vida? Porque ia fazer sentido. Porque é bem assim que eu.. quer dizer a vizinha da prima da minha amiga, controla a vida dela. E claro, os Sims não pipocaram e morreram, mas o final dramático é mais comercial.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sonho lindo de viver

Fevereiro de 2011. Imagina só. Vocês respiram fundo e dão um passo em direção à porta. Ela abre e vocês vêem o hall, todo azul, limpo, maravilhoso. No hall tem um balcão com um recepcionista. Ele olha, abre um sorriso:

— Ah, estávamos esperando por vocês. São as pesquisadoras que estão desenvolvendo uma tese sobre cenas de brigas em novelas, certo?

As duas fazem que sim com a cabeça. Estão sem fala, nervosas. E não porque o recepcionista é lindo, mas porque ele está entregando os crachás que dão livre acesso a todas, eu disse todas, as salas de arquivos com novelas antigas.

Vocês sentem as pernas bambas. Ele leva vocês por um corredor. Chegam a uma sala. ARQUIVO, diz a placa.

— Pronto, chegamos.

Ele abre a porta, vocês entram. Quase choram. OK, choram bastante. Decidem escolher duas novelas pra começar: Celebridade e Caminho das Índias. Apesar de muito criticadas, foram boas novelas. E apesar de “o público geral” (os colegas de turma de vocês) criticar o trabalho de vocês e achar tudo meio inútil e pouco interessante, vocês sabem o quanto isso ia ser legal. O quanto ia ser ótimo ter acesso a esses arquivos e que desse tema sairia um trabalho bom de verdade.

Ah, não custa sonhar.



quarta-feira, 29 de julho de 2009

Férias Interioranas

O que a gente fez:
- Ir tomar sorvete no McDonald's e comer um lanche completo (e um sorvete).
- Ir comer no Bob's (acabamos ficando no sorvete e Milkshake).
- Ver filme na casa da Paula (e comer muita pipoca).
- Ir ao Shopping comer espeto, pastel, queijo quente, pipoca...
- Comprar Coca-Cola, copos, biscoitos e bombons no Máximo pra ir ver novela na casa da Paula.
- Ir pra Penedo comer rodízio de sushi e depois tomar sorvete.
- Resgatar a Natália e trazê-la de volta para a civilização.
- Ir comer pizza na Sabor & Lenha (a gente acabou pedindo a pizza em casa).
- Festa na casa da Paula com 8 pessoas: Alice, Aninha, Ana F., Bruna, Natália, Paula e a Nina (cã), mais a Pu, por MSN.
- Passear pelo banheir... quer dizer, pelo Colégio.
- Caminhar no Parque das Águas.
- Sair cantando pela rua em Penedo, pseudo-trêbadamente.
- Montar no veadinho do rabo ereto na frente da Casa do Papai Noel.
- Passear de carro por Resende fazendo vídeos.
- Trazer quem não tava presente pra jantar com a gente por MSN.
- Tentar convencer a Pu a voltar de Santos (e não ter sucesso porque ela é uma chata besta).

O que não deu pra fazer:
- Fazer a Natália contar a história que ela não quer contar.
- Ir ao Cinema ver filmes repetidos (e comer pipoca).
- Ir ao Rei do Salgadinho comer bolinha de queijo.
- Fazer piquenique na AMAN (ou no jardim da Natália).
- Ir ao Manga Rosa porque lá é vazio.
- Comer pastel no Paraíso.
- Comer pastel na frente do Bob's.
- Ir pro Parque Nacional.
- Surfar uma tromba d'água.
- Passear na Chalana do Paraíba (não existe mais).
- Tomar coco perto da ex-casa da Bruna.
- Fazer geladinho.
- Fazer um bolo.
- Excursão à PegMel.
- Comprar ervas medicinais em Mauá.
- Ir ao Costa.
- Ir ao Güela.
- Comer Empadão e tomar guaraná natural na Parada o Milho.

sábado, 25 de julho de 2009

Texto ruim, só pra tirar teia de aranha


Outro dia à tarde fui ao CCBB assistir a “Metrópolis”, do Fritz Lang, É um filme de 1926, (nada a ver com Metrópolis, a cidade do Superman) que faz parte do Expressionismo Alemão. É um dos grandes filmes da História do Cinema.

Logo que começou a sessão, me animei. Era uma versão restaurada e completa, com partes antes perdidas. Era o filme exatamente como as audiências de 1926 (e só elas) tinham assistido. Ia ser lindo. Mas aí veio a segunda parte do aviso. Era colorizado e com uma trilha sonora moderna.

E com uma trilha sonora moderna eles quiseram dizer dos anos 80. É, era Metropolis 80s Mix. Ridículo, mas totalmente hilário, mas idiota, mas divertido. Isso fez o filme virar uma piada na minha mente. E aquela coisa anos 80 fez o filme parecer um videoclipe esquisito.

E a mulher-que-faz-a-Maria-e-depois-vira-Hel-o-robô-ou-ao-contrário-sei-lá-algo-assim (Brigitte Helm) virou uma espécie de pré-Cyndi Lauper. Total. Toda torta, louca, descabelada, esquisita, com música dos anos 80. É meio triste isso, porque a Brigitte Helm tem uma atuação muito, muito boa mesmo, mas todo o problema com a música fez o filme ficar caricato e bizarro.

[Na foto: Brigitte Helm num momento Cyndi-Lauper-toda-torta]



domingo, 12 de julho de 2009

O fantasma da carpintaria - parte 4

UM TEXTO EM 4 PARTES


Tudo correu bem durante as duas horas que Marina trabalhou. Nenhum fantasma, nenhuma alma penada, nada disso. Quando Marina saiu da carpintaria e foi em direção às escadas para ir embora começou a ouvir barulhos esquisitos, o som de uma respiração pesada e de passos leves. Seu coração batia acelerado. Resolveu correr.

Uma lâmpada falhando, fazendo aquele zumbido de eletricidade, uma goteira caindo bem longe com um eco distante, escuridão atenuada por faixas de luz cruzando os corredores, a mocinha corre desesperadamente. Uma câmera na mão, filmando ela de frente. Atrás dela só um vulto ocasional num contra-luz tenebrosamente sinistro.

De repente Marina parou de correr com um olhar de profundo terror e pânico. Um pedaço de madeira. Não conseguia ver o rosto do agressor, já que uma sombra densa encobria suas feições. Tentou usar suas mãos para empurrar as do maníaco para longe de si. Quando colocou as mãos sobre as do homem sentiu uma mistura de decepção, tristeza e pânico. Na mão dele estava aquele inconfundível anel de aço com o emblema do lanterna-verde.